#ficaadica
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Após um jejum de dois meses - por diversos motivos, dentre eles, o final do semestre da Faculdade... O daqueles dias volta, renascido das cinzas, como uma Fênix! ;)
dd: Você costuma retratar bastante a adolescência em seus filmes. Você acha que houve uma modificação de valores da geração atual para a sua?
V: Acho que os valores sim mudaram. Tendo a ver uma melhora já da minha geração para a de hoje. A questão da sexualidade, por exemplo, evoluiu bastante. Meninas e meninos têm cada vez mais abertura para experimentar e/ou assumir a homossexualidade. O acesso à arte e à informação também é incrível, fascinante. Lembro de com treze anos ir com meu irmão mais velho à Galeria do Rock procurar por discos que não encontrávamos em lugar nenhum. Hoje você pode conhecer os artistas mais undergrounds do mundo inteiro pelo myspace. Eu acho isso lindo. Sério mesmo. São tempos maravilhosos para ser jovem. Claro que há problemas. Mas eles sempre existem em todas as gerações. E é função do jovem vencê-los.
Fui para Cannes com a Nathalia Zemel, atriz do Elo. Na época ela estava com 18 anos. Desde as filmagens já éramos amigas. A Nathi tem acesso a um monte de coisas, é cheia de referências e idéias. Hoje está estudando moda. Tenho certeza de que um adolescente assim não seria possível vinte anos atrás. Conhecer as coisas era muito mais difícil. Debatê-las também.
dd: Como rolou sua vida acadêmica: você se envolveu em projetos extra-curriculares, fez freelances ou só se ateve aos trabalhos acadêmicos?
V: Me envolvi com tudo que pude. Fiz assistência de elétrica, de câmera, de direção. Meu primeiro filme foi um curta da Júlia Zakia, A Estória da Figueira. Fui segunda assistente de direção. Hoje a Jú é minha amiga. Amo o trabalho dela. Trabalhei também com vídeo institucional como assistente de direção e roteirista. Fiz algumas assistências de direção em publicidade também. Isso ainda na Faculdade. No terceiro ano fui segunda assistente de direção de O Cheiro do Ralo. Foi um divisor de águas. Uma experiência definidora. Acho que por isso fiz o curso em seis anos, em vez de quatro, que seria o normal. Mas valeu a pena. Esses trabalhos me fizeram chegar ao Projeto de Conclusão de Curso – o Espalhadas pelo Ar – com uma visão bastante diferente da dos colegas que nunca tinham tido contato com o mundo profissional. É muito importante ter essa disposição quando se é estudante ou recém-formado. Fazer tudo que aparece pela frente. Às vezes, no primeiro ano da faculdade, você já acha que é um gênio, que nasceu para ser diretor. Pode até ser que sim, mas há muito o que aprender até fazer seu próprio filme. E ralar como estagiário é essencial para entender como as coisas funcionam. Tem uma coisa de disciplina e hierarquia em cinema que você só entende quando trabalha em funções variadas.
dd: O que a vivência universitária trouxe para sua vida?
V: Trouxe tanta coisa. Outro dia fui a ECA buscar uma documentação para o meu DRT. Estava subindo as escadas e cruzei com uma turma saindo da aula de história do Calil. Aquilo me deu um aperto no coração. Eles eram tão novinhos… Claro que eu me vi ali alguns anos atrás. Foi um tempo muito intenso de descobertas. Digo descobertas relacionadas ao conhecimento mesmo. Todos os filmes a que assistíamos, os textos que tínhamos de escrever, os debates, os vídeos que fazíamos em grupo. Foi um turbilhão. Quando entrei na ECA achava que queria fazer cinema, mas não sabia exatamente como, em que função. Também não sabia o porquê disso. Saí da ECA com o Espalhadas estreando no Festival de Brasília. Saí diretora. A faculdade me formou intelectual e profissionalmente.
dd: Você acredita que a formação acadêmica seja imprescindível para ser bem-sucedido numa profissão? Foi para você?
V: Esse termo “bem-sucedido” é estranho, não é? Ser bem-sucedido é o que exatamente? Pode ser ganhar muito dinheiro com a sua profissão. Pode ser ter um cargo de comando. Na verdade, eu não acho que seja nada disso. Ser bem-sucedido é ser feliz. É estar em paz com o projeto que traçou para si mesmo e a maneira como consegue realizá-lo. E, nesse sentido, não importa se você fez faculdade ou não, se você ficou rico ou não, se você sai ou não sai nas revistas. Importa a satisfação que tem com sua produção e com seu caminho. A faculdade, como disse, foi importantíssima para a formação do meu pensamento cinematográfico, para minha capacidade de análise e intelecção e para fundamentar meu conhecimento formal. Acho que assim deve ser para todos. Há brilhantes cineastas que não estudaram cinema. Há brilhantes cineastas que sequer têm nível superior. As trajetórias são diversas. Mas, para mim, a ECA teve sim um papel fundamental.
dd: Para sua idade, você pode ser considerada bem-sucedida e reconhecida no seu ramo de atuação. Que parcela de importância você acredita que tenham o talento, o esforço e os contatos no meio?
V: Olha o “bem-sucedido” aí de novo. Mas eu acho que eu sou sim bem-sucedida especialmente a partir da minha concepção para o termo. Sou feliz com o que venho realizando e satisfeita com minha trajetória até aqui. Acho que é preciso tudo isso junto. Sendo que “contatos no meio” é o mais questionável. Eles podem te ajudar, te atrapalhar ou podem ser absolutamente indiferentes. Fiz dois curtas com financiamento do governo e, em ambos os casos, não conhecia e nem sabia quem eram as pessoas do júri. A mesma coisa aconteceu com o júri de Cannes e de outros Festivais em que os filmes estiveram. Depois tive a oportunidade de conhecer algumas dessas pessoas e percebi que elas, de fato, amavam os roteiros e filmes submetidos a seu crivo. E é isso o que conta. Falo isso para um monte de amigos que pensam em inscrever projetos em concursos e festivais mas acham que não vão ganhar: tentem. Os projetos que tive contemplados por prêmios e selecionados para festivais conquistaram seus lugares por si só. Existe um outro fator aí que não foi mencionado na pergunta e que é, esse sim, essencial: sorte. É preciso se esforçar, ser cdf, concentrado. É preciso ser considerado talentoso por alguns, pelo menos. E é preciso sorte para encontrar esses “alguns”. Quando conheci o trio de seleção da Semana da Crítica lá em Cannes eles vieram conversar comigo e dizer o quanto tinham gostado do Elo. Joséphine Lebard, em especial, era apaixonada pelo curta. Ela não sabia quem era Elis Regina e, mesmo assim, amou a pequena história. Fiquei pensando que tremenda sorte ter essa moça no meu caminho. Pois o corpo de um júri é algo absolutamente aleatório. Poderia ser outra pessoa que não se identificasse tanto com o filme e aí, as coisas poderiam ser diferentes. Sorte é bem importante. Mas você tem de estar pronto pra quando ela chegar. Se Joséphine estivesse no júri, exatamente como estava, mas minha equipe e eu não tivéssemos dado o duro que demos e feito o filme, não adiantaria nada essa sorte.
dd: Você acha que a mulher ainda sofre algum tipo de preconceito ou maiores dificuldades de inserção na área do Audiovisual?
V: Não, não acho. Já ouvi histórias de meninas que se sentiram desrespeitadas profissionalmente – na percepção delas - por conta de seu sexo. Eu nunca vivi uma situação assim. E acredito que, se aconteçam, seja por culpa de preconceitos pessoais que não representam uma classe. Fazer cinema é muito difícil. A cobrança é muito grande. Você tem de provar que pode a cada passo, a cada projeto. Nunca vi nenhum amigo (homem) tendo moleza. Todos trabalham muito duro. Acho mesmo que o cinema é uma das poucas áreas onde há uma meritocracia de fato. Minha família não é rica nem de artistas famosos. Não estudei em colégios influentes. Ainda assim, venho conquistando as coisas com o trabalho e tenho tido resultados. Acho que ser uma mulher nunca me atrapalhou e nem me ajudou em nada. Claro que, no geral, quando digo que faço cinema me perguntam se eu sou atriz. Dizer que sou diretora e roteirista soa um pouco forte para uma mocinha de rímel nos cílios. Mas não chega a provocar nenhuma reação negativa. No máximo um espanto: “Diretora? Jura?”. Pois é… juro.
dd: Com relação à moda, é perceptível que você tem um estilo próprio marcante. Você tem alguma inspiração ou referência? Você se preocupa com isso?
V: Me preocupo com isso sim. Até um tempo atrás não me preocupava tanto. Na época da faculdade eu era muito dura, não gastava muito dinheiro nem muito tempo com roupa. Sempre fui vaidosa, mas não tinha essa preocupação com um estilo. Quando comecei a trabalhar passei a me sentir mal-vestida em muitas situações e isso é horrível. O tênis e a camiseta velhos não funcionavam mais. Aos poucos fui ficando mais atenta a referências e estilos. Minha mãe sempre foi bem-vestida, sempre usou peças de muita personalidade. Acho que na adolescência eu me distanciei um pouco disso por rebeldia. O fato é que quando comecei a fazer filmes a moda se tornou um objeto para a busca de referências, um lugar onde nasciam conceitos estéticos interessantes. Passei a me informar mais. Junto vieram os primeiros trabalhos com cachê, viagens para fora do país, Festivais de Cinema. E meu guarda-roupas foi mudando. Há vários sites e blogs de moda nos meus bookmarks. Consulto com freqüência tanto para trabalhos quanto por diversão.
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Uma frase que a gente ouve - e fala - tanto que até vira clichê depois de um tempo é "Faculdade é a melhor fase da vida!" Não tenho como negar uma afirmação tão real! Tanto que o título do blog que vc lê nesse momento surgiu de uma profunda (!) reflexão sobre o assunto! hahaha Mas afinal... Por que essa é a melhor fase da vida?! A partir de hoje, vou elaborar uma série de posts que contenham respostas para tal indagação! E também gostaria de contar com vcs leitoras (e leitores também, porque não?) respondendo essa perguntinha!
1. Porque lá vc conhece pessoas incríveis!
Isso é fato! Universidades costumam ser muito grandes e ter um fluxo inteeenso de pessoas! (Eu amo a UNICAMP por isso!) O que é ótimo pra ter contato com muita gente, de vários estilos, e bem diferentes daquelas que você estava acostumada a se relacionar no colégio, por exemplo! O mais legal é que suas amizades, relacionamentos e contatos não se restringem somente à sala de aula: pode-se fazer amigos de diversos cursos, em festas, bares, eventos do mundo acadêmico, etc. Não sei se há uma explicação muito coerente pra isso, mas parece que nesse ambiente as pessoas, em sua maioria, estão mais abertas para novas experiências, se livram de vários preconceitos, ou seja, estão mais propensas a conhecerem pessoas diferentes em diversas ocasiões. Isso não é lindo? Enfim, é possível fazer amigos, ter rolinhos, arranjar namorados, contatos profissionais/acadêmicos, ou simplesmente reconhecer uma pessoa porque vcs frequentam absolutamente os mesmos lugares! Mas nesse post eu vou me restringir às amizades.
Amigo-irmão
É inevitável encontrar aquele amigo brother mesmo, o melhor, o que tá sempre lá, que topa qualquer rolê. O amigo que se diverte e se f^#% com vc. Que vai pra todas as baladas, vira as madrugadas fazendo trabalhos, mata aula, toma um porre pra afogar as mágoas... Aquele que tá sempre tão presente que é mais que um amigo, é quase um irmão!

Amigo-grupo Aquele que nem sempre frequenta os mesmos lugares que você extra-classe, mas é aquele que tem os mesmos interesses acadêmicos, a mesma visão, e aí vocês sempre acabam fazendo trabalhos juntos.
Amigo-de-república
Nem sempre uma república é formada só por pessoas do mesmo curso, ou seja, é uma convivência com pessoas que você provavelmente não teria fora da república. Como a convivência é diária, rola amizade, cumplicidade, intimidade muito fortes! São 7, 9, 10 amigos no mesmo lugar :)
Amigo-colorido
Não necessita muita explicação, né? É aquela amizade que às vezes sai um pouco do campo da amizade. Amigos acabam se conhecendo tanto e se dando tão bem, que às vezes rola aquele clima, né? Essas amizades podem até terminar em namoro. (Mas parte das colaboradoras não recomendam esse tipo de relacionamento entre amigos! hahahaha)
Amigo-de-balada
Com esse você possivelmente não tenha trocado muitas palavras - ou não se lembra delas! - mas sempre tem aquelas pessoas que você sempre encontra na balada e, por isso, acabam até se conhecendo! Gente, a classificação é só uma brincadeirinha, tá? O que eu realmente quero dizer é que a facul traz pessoas que marcam nossa vida de uma maneira única. São pessoas que dividem com a gente momentos que guardaremos para sempre, daqueles que a gente pensa, sorri e fala "valeu a pena"! Claro que pessoas entram e saem das nossas vidas em qualquer etapa, seja no colégio, na faculdade, na profissão. Entretanto, principalmente na faculdade é que a gente vive intensamente todos os momentos e 4 anos parecem uma vida! É triste pensar que nem todas essas pessoas vão nos acompanhar depois daqui, claro que algumas sempre permanecem, seja à distância ou ao nosso lado, mas a maioria acaba seguindo caminhos diferentes. Por isso que é muito importante cultivar e aproveitar o máximo possível dessas amizades incríveis que ganhamos aqui e que compartilham conosco a MELHOR FASE de nossas vidas!!! E por que não cantar amigos para sempre lalalalalalalala, mesmo que o pra sempre seja por enquanto! ;)
Vídeo publicitário Fiat Palio Economy - "Amigos para Sempre"Marcadores: comportamento, facul
Volta às aulas significa, além de acordar cedo, voltar à rotina de muvuca de folhas de xerox (que parecem simplesmente iguais!) e multa de atraso na biblioteca... ai ai!
Mas o Daqueles Dias traz uma dica que poderá facilitar as suas leituras, suas caminhadas até a biblioteca e aliviar a sua pasta de xerox. Já ouviu falar no portal Estante Virtual ? Se não, já está mais do que na hora!

http://www.estantevirtual.com.br
O Estante Virtual é considerado o maior sebo de livros do planeta! Surgiu quando o jovem administrador André Garcia, após ralar pra achar o que queria nas estantes confusas de sebos, teve a idéia de juntar todas as estantes de sebos num único lugar. Após largar seu emprego na área de marketing, criou um serviço diferenciado que facilitaria a vida de milhares de leitores em todo o país.

O site começou em 2004 com apenas 12 sebos a bordo. Conforme a eficiência e a quantidade de vendas através do site ia aumentando, mais sebos passaram por cima do preconceito que tinham com vendas online(muitos deles ainda nem tinham uma própria página na internet, atendiam apenas por telefone) e aderiram ao portal. Hoje, o Estante Virtual possui vínculo com sebos de 297 cidades brasileiras, são 1629 sebos e livreiros cadastrados e mais de 20 milhões de livros à venda. Para se ter uma idéia do sucesso do site, são feitas em média 5000 vendas por dia e são cerca de 10 buscas por segundo! Dá pra fazer buscas por título, autor, editora, sebo, estante, cidade e faixas de preço - tudo para facilitar a busca e a escolha. Tem de tudo: livros antigos, raros, nacionais, importados, revistas e gibis!
Para quem gosta de renovar sempre seu acervo, o portal lançou o Programa Nacional de Troca de Livros em que o leitor pode oferecer seu semi-novo em troca de créditos em novas compras no site ou em algum sebo de sua preferência. Além disso, o leitor pode também anunciar seu livro para uma venda normal.
Não há regras para por preços nos livros, mas o site instrui para que o desconto no usado seja de no mínimo 40% sobre o valor do livro novo já que, num site de sebos, o valor é o principal chamariz para os produtos.

A estudante de Comunicação Social da Unicamp Juliana Villiotti já comprou no site e gostou do serviço: “Achei bem organizado, fácil de encontrar o que está procurando, tem uma gama de sebos muito grande pelo país todo. Super indico esse site”. Juliana comprou um livro de um sebo de Goiás, fez o pagamento por depósito e o livro foi entregue em sua casa até antes da data prevista. Para uma maior segurança do usuário, todos os sebos e vendedores podem ser avaliados. Dessa forma, o próximo comprador poderá ler as avaliações e ficar mais tranqüilo com relação à segurança da compra.
Fica a dica! Faça seu cadastro e boa procura!
A pasta de xerox agradece ;D



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